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Microsoft: o céu é o limite?
Fonte: iMasters
De acordo com as sábias palavras de minha saudosa avó, "quem tudo quer, nada tem". Porém, esse provérbio não pode ser aplicado ao mundo movido por ambição dos negócios corporativos. Em tal realidade, empresas que não tomam rumos ambiciosos de expansão de fronteiras, se perdem no labirinto do falso comodismo e da ilusão de estabilidade, que, na verdade, não existe.
Os covardes sonham; os corajosos tem visões
A Microsoft está numa empreitada anunciada de conquista do território da internet. Apesar de um "terceiro lugar genérico", não se contenta com "tão pouco". Como sempre, em sua história, quer a total liderança. Quer ultrapassar o google e ter o mesmo poder de fogo e liderança que tem em diversas outras frentes: computadores pessoais, games e soluções corporativas.
Não há nada de errado na ambição da empresa. Como se sabe, é estrategicamente vital ter uma boa colocação na internet, pois não há vida futura fora dos meios digitais on-line. A maneira agressiva como a empresa conquista seus objetivos talvez seja o maior fator de preocupação e até mesmo temor por boa parte dos analistas da área. Como num jogo imprevisível, todos ficam ansiosos, sem saber o que o futuro reserva.
A Microsoft não sonha, traça metas e alcança seus objetivos. Como num passe de mágica, vislumbra um futuro de domínio do mercado de internet e fará de tudo pra estar lá, exatamente onde quer estar. Ter nossas vidas e dados disputados "tapa a tapa" por grandes corporações pode ser bastante aterrador, sobretudo num momento em que a grande rede faz parte da vida de todos. Cada um de nós, no grande mar da internet, temos a importância de um grão de areia. Sozinhos, não somos nada. Porém, em quantidade, somos a praia, em que todos querem mandar.
Estratégias de conquista e as nossas vidas
É fato: o usuário comum da internet não se importa com questões administrativas. Não quer saber quem fez, como fez, muito menos jura fidelidade a alguma determinada marca (refiro-me a marcas de serviços de internet). O que ele quer é estar conectado com as redes mais badaladas, com os serviços mais utilizados.
Neste sentido, por mais que a Microsoft tenha um histórico comprometedor de monopólio em diversos mercados, isso de nada importará ao usuário, se o serviço oferecido for bom e gratuito.
Uma coisa é uma coisa...
Até que ponto a experiência acumulada desde 1975 em comércio e desenvolvimento de softwares proprietários pode ser aproveitada num mercado jovem e recente como o da internet?
É provável que a empresa siga no caminho já pronunciado de modernização de conceitos e atualização de estratégias. Assim a possibilidade de sucesso torna-se mais real.
A cautela é necessária afim de evitar esquemas de monopólio à moda antiga. Não podemos esquecer os episódios pouco "construtivos" de dominação protagonizados pela Microsoft. A cautela poderá ajudar a empresa com feedbacks positivos de clientes, que poderão servir de referências cruciais para a modernização de soluções e serviços de internet.
O mercado da internet é diferente e faz suas próprias regras e valores. O sucesso depende, efetivamente, da compreensão desse universo complexo, novo e fascinante.
Neste mercado não existem bandeiras ou torcidas, apenas soluções boas ou medíocres, De qualquer maneira, é sempre bom ficar atento ao excesso de ganância, que pode trazer estratégias pouco "ortodoxas".
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